Raio-X do ativo digital: 1,03 milhão de seguidores, mapas de calor das praças no Brasil e em São Paulo, demografia real, propensão de voto, engajamento, valuation e plano de conversão de alcance em voto federal.
Tomé Abduch reúne 1.029.606 seguidores com base sólida em São Paulo e capilaridade por todo o país. Diferente de um fenômeno de alcance ainda não testado nas urnas, ele é um ativo já validado: foi eleito deputado estadual com 221.656 votos. A base é masculina, madura e altamente engajada (0,98% de engajamento, quase o triplo da média de perfis políticos nacionais). O desafio agora não é provar relevância, é adensar São Paulo para a disputa federal.
A pergunta que define a campanha não é "quantos seguidores", é "quantos viram voto". Tomé já respondeu isso uma vez: transformou base digital em 221.656 votos em 2022. Esta é a régua de conversão, e o ponto de partida para a meta federal.
Leitura estratégica: a base paulista de Tomé (178 mil seguidores) é menor que o volume de votos que ele já fez (221 mil). Isso significa que o voto dele nunca dependeu só de seguidor de SP: veio de penetração real no estado físico. A oportunidade é casar as duas camadas: usar o 1,03M nacional como autoridade e máquina de conteúdo, e converter agressivamente os 178 mil seguidores paulistas em multiplicadores locais, elevando o piso de votos de 2022 para o patamar federal.
Dois recortes lado a lado: o ranking nacional (a massa e a autoridade) e o ranking paulista (o voto-alvo federal). Dado exato por cidade via follower_demographics da conta administrada.
Alterne entre a visão nacional (onde Tomé é autoridade) e o foco São Paulo (onde está a disputa). Cada círculo representa o número real de seguidores por cidade.
Dado real de gênero e idade. Perfil masculino e maduro, com forte concentração na faixa 35 a 64 anos. Para uma eleição, esse é um traço de força, não de fragilidade.
Base predominantemente masculina (57% entre os identificados), coerente com pauta conservadora e de segurança/ordem.
68,3% da base tem 45 anos ou mais. Eleitor maduro é justamente o de maior comparecimento e menor volatilidade nas urnas. Enquanto bases jovens viralizam mas faltam no domingo de votação, a base de Tomé é de gente que efetivamente vota. Cada seguidor vale mais como voto potencial.
A base não só curte, ela comenta: a razão comentário/curtida é de 7,24%, sinal de militância ativa e debate, não de audiência passiva. Esse é o público que defende, compartilha e mobiliza terceiros, o multiplicador orgânico que campanha nenhuma compra.
Engajamento real dos últimos 30 posts. Média de 10.046 interações (0,98% da base) com picos de 71.501. O engajamento é alto e consistente, mas oscila: padronizar o formato campeão eleva a média e, com ela, o alcance orgânico.
Diagnóstico: a base responde forte quando o conteúdo acerta (picos de 35 mil a 71 mil), mas a média ainda é puxada para baixo por publicações fracas. Replicar o formato dos posts campeões e cortar o que não performa elevaria o engajamento médio, o alcance orgânico e o valor do ativo, sem gastar um real a mais de mídia.
A tese é direta: não construir audiência do zero, e sim amplificar o que já provou que funciona. Tomé já tem criativos campeões, base quente e saliência alta. O papel do tráfego é pegar esse ativo orgânico e transformá-lo em densidade de voto em São Paulo, com verba alocada por camada de retorno, da mais barata e certeira para a mais exploratória.
Pegar os criativos de pico (35 mil a 71 mil de engajamento) e injetar verba de engajamento e alcance geo-travada em SP. Criativo já validado pela base significa CPM baixo e entrega rápida. É o real de mídia que mais rende, porque parte do que já funciona.
Custom Audience dos engajados de Instagram e Facebook (365 dias) somada a Lookalike 1% geo-SP. Fala de novo com quem já demonstrou afinidade e clona esse perfil dentro do estado, onde o voto conta.
Tráfego para WhatsApp e landing page capturando o dado próprio via CAPI. O seguidor passivo vira lead identificado, e o lead entra numa régua que o transforma em multiplicador de bairro, não em número solto.
Reforçar onde já há base (capital, ABC, Campinas, Ribeirão) e abrir testes em cidades paulistas de baixa penetração com potencial. Verba exploratória controlada, que vira amplificação quando a praça responde.
A base entrega 0,98% de engajamento (2,9× a média política) e 7,24% de saliência. Na mídia paga isso vira CPM e custo por resultado abaixo do mercado: o algoritmo já reconhece o sinal e entrega mais barato. Por isso a verba pesa na amplificação do formato campeão, não em campanha nova: amplificar rende mais que produzir do zero.
follower_demographics da Meta Graph API (conta administrada), janela dos últimos 30 dias.follower_demographics retorna as ~45 maiores cidades, que somam 434.413 seguidores (42% do total); o restante se espalha por milhares de cidades menores não listadas. Por isso a presença em SP é lida como % da base mapeada (41%), não do total de 1,03M. SP (178.033) é o piso real das praças nomeadas; o total do estado é maior.